Imagens com vida própria

Exposição

Exposição: Imagens com vida própria
Artistas: Duarte Amaral Netto, João Paulo Serafim, Mariana Gomes Gonçalves e Soraya Vasconcelos
Local: Fábrica das Palavras
Dates: 2019-01-26 – 2019-03-10
Curadoria: Sandra Vieira Jürgens

As dimensões mais abstratas e enigmáticas da fotografia perpassam nesta exposição do programa curatorial da BF18 – Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, que se realiza na Fábrica das Palavras. A mostra é constituída por trabalhos de natureza ensaística e reflexiva, que pelas suas características plásticas e conceptuais convidam a especular sobre a construção de sentido entre a representação e a realidade, estabelecendo relações inusitadas entre objetos, conhecimentos, fenómenos e disciplinas.

Entre 2015 e 2018, Duarte Amaral Netto desenvolveu a série Cratera, na qual uma abordagem visual de contornos misteriosos, inspirada em motivos científicos, condensa-se em ambientes de imaginário telúrico e noturno. A propósito da série, o autor refere que certas mudanças na relação da radiação electromagnética com fenómenos naturais “podem alterar o peso dos corpos e a sua gravidade”. A ideia de gravidade aflora nas Imagens com Vida Própria seleccionadas, delas libertando-se uma impressão de instabilidade — que também sugere a sua deteção e mensurabilidade — que é a consequência de um panorama mais vasto da mutação em curso que no futuro resultará em “água menos potável” e em “luz mais difusa”. Na sua busca de imagens também elas difusas, ambíguas, Duarte Amaral Netto relembra que a exploração geológica é um contínuo desbravar de formas, nas quais também o tempo se intui.

A instalação de imagens fotográficas de João Paulo Serafim, da série A Invenção da Memória, resulta do processo de reconfiguração expositiva de um trabalho realizado entre 2010 e 2018, que remete para a representação de contextos museológicos, zonas de acervo e reserva, lugares de conservação e de acumulação de objetos, memórias e conhecimento, com uma natureza muito semelhante àquele em que nos encontramos. Formado por uma composição de imagens de dimensões variáveis, com  diversas origens e tipologias, a série articula dimensões documentais, e também estéticas, da fotografia. Se algumas das imagens evocam com certa neutralidade os espaços de exposição e depósito de várias instituições culturais, dando a ver as respetivas metodologias no armazenamento de obras artísticas e nas práticas de restauro, conservação e documentação, outras abordam realidades e formas mais abstratas e concetuais de construir sentido a partir do visível. A estrutura da instalação apresenta elementos díspares que integram práticas e conceitos da museologia, e em alguns casos a solução e os dispositivos de exposição dos trabalhos convocam os próprios ambientes, materiais e referências deste universo. 

Respondendo ao tema curatorial desta exposição, Mariana Gomes Gonçalves mostra uma instalação na qual trabalha o conceito de não-imagem ou ausência de registo. Contrariando o sentido mais comum de que se revestem a prática e o próprio ato de construção e exposição fotográfica, alicerçados nas potencialidades documentais da fotografia, do registo e da visibilização, a artista apresenta um conjunto de obras composto por um vídeo e duas imagens, no qual explora a ideia de materialidade da própria imagem. As imagens fotográficas tornam-se ambíguas e inquietantes, tanto como o vídeo, peça onde a ênfase na ideia de repetição e o ritmo visual e sonoro desafiam o espectador quanto ao sentido real e ficcional do que lhe é dado a ver.

Seguindo o princípio do Teatro de Sombras, a instalação de Soraya Vasconcelos produz imagens e cria efeitos óticos através da colocação de uma série de objetos e fontes de iluminação atrás de uma tela branca. Às potencialidades da arte pictórica e narrativa que convoca, a autora acrescenta elementos performativos na sua composição. Soraya Vasconcelos, com uma prática artística alargada a diferentes áreas e suportes (fotografia, pintura, desenho, gravura, instalação de objetos), reúne também nesta exposição três caixas estereoscópicas que, a partir de pares de fotografias e através de um visor binocular, criam a sensação de visão tridimensional. O resultado dessa operação participa de um ambiente alquímico que transmuta a experiência da projeção numa realidade-outra, a do nosso próprio mergulho na ilusão com a qual evocamos, representamos e refletimos a realidade.

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