Vítor Pomar

Roteiro CAM

«Vítor Pomar» in AA.VV, Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão: Roteiro da Colecção (p. 190). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004.

Vítor Pomar nasceu em Lisboa, em 1949. Estuda nas Escolas de Belas-Artes do Porto e de Lisboa (1966-1967) e realiza a sua primeira exposição individual na Galeria Quadrante, em 1970. Nesse mesmo ano parte para a Holanda, país onde frequenta a Academia de Haia e a Academia de Arte de Roterdão, e fixa residência até 1985. Ao longo deste período, sobretudo a partir de 1977, Vítor Pomar desenvolveu no domínio da produção pictórica uma série de trabalhos que se caracterizavam pelo domínio da abstracção. Eram peças de grandes dimensões, realizadas a acrílico sobre tela onde pontuava o uso do preto e branco. A uma primeira fase do seu trabalho, centrada em pinceladas de ritmos livres e orgânicos, segue-se uma outra, em que estas pesquisas pictóricas de teor expressionista cedem lugar a composições de formas mais estruturadas. A partir de 1985, ano do seu regresso a Portugal, assiste-se a um interregno voluntário na sua produção artística. É um período que se estende até à segunda metade da década de noventa, embora nele tenha prosseguido a apresentação pública do seu trabalho através de mostras individuais organizadas em torno de obras anteriormente realizadas (na Galeria Emi-Valentim de Carvalho, Galeria Graça Fonseca). Vítor Pomar recomeça a actividade artística, produzindo fotografias a cores, instalações e objectos, que expõe em 1999 no Convento do Espírito Santo, em Loulé. Em sintonia com este movimento de retorno, dá-se igualmente o regresso à prática da pintura e à exibição mais regular de novos trabalhos em espaços galerísticos. Em 2001, expõe Portas da Eternidade (Galeria Trem) e Visões do Absoluto (Galeria Pedro Cera), reunindo em ambas as mostras, composições firmadas no uso da cor, que traduzem um programa de pintura que toma a filosofia oriental (budismo Zen) e a dimensão mística e espiritual da própria existência pessoal do artista como valores essenciais da criação artística.
Com um percurso indissociavelmente ligado à pintura, Vítor Pomar trabalhou ainda noutros suportes, tais como a gravura, a escultura, o filme, o vídeo e a fotografia. A sua ligação à fotografia data da década de setenta, tendo realizado a partir daí um conjunto de séries fotográficas compostas por imagens de espaços interiores, caso do atelier do artista, e de fotografias de paisagem e de viagens realizadas pela Holanda e pelo México. Esses trabalhos estiveram expostos na mostra intitulada Vítor Pomar: Fotografia 1970/1974, realizada no Centro de Arte Moderna em 1988 e, mais recentemente, em Too Lofty to be Tidy, exposição que esteve patente na Galeria Diferença em 2001, e onde também constavam trabalhos novos, em fotografia e em vídeo. O filme experimental foi uma área a que Vítor Pomar também dedicou atenção, tendo produzido Retrato de Músicos (16 mm, 40 min., 1979) e A Minha Educação (16mm, 35 min., 1974-1980), entre outras obras, que foram objecto de exibição no projecto Slow Motion, em 2000.
Já em 2003 Vítor Pomar viu o seu trabalho ser reconhecido com a distinção Prémio EDP Arte 2002, na categoria de pintura, e com a apresentação da sua primeira exposição antológica no Museu de Serralves. A mostra intitulou-se O meu campo de batalha.

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