António Palolo

Colecção CAM

«António Palolo» in Más que Vanguardia. Arte Portugués entre dos Siglos - Fondos de la Colección Moderna / Museo Calouste Gulbenkian, Lisboa. Burgos: Fundación Caja de Burgos, 2016. ISBN: 978-84-92637-91-1

António Palolo, cuja primeira exposição individual ocorre em 1964, quando tinha 18 anos, faz parte de uma geração de artistas portugueses em contacto com movimentos artísticos e tendências estilísticas internacionais surgidas em meados do século XX. Nos primeiros anos da sua trajectória, expõe consecutivamente na Galeria 111, espaço galerístico de Lisboa pioneiro no período inicial do mercado de arte moderna, onde os criadores nacionais podiam mostrar arte mais experimental durante o Estado Novo.
Ao longo de quatro décadas, a arte de Palolo oscila entre a abstracção, informal e também geométrica, e a figuração. Ele parte da abstracção informal e trabalha depois na proximidade aos movimentos Neo-Dada, às linguagens da Pop Art e do Nouveau Réalisme, Hard Edge, conceptual e Neo-Expressionista, com influência de pintores como Wols, Jasper Johns, Robert Rauschenberg e Frank Stella. Nos anos 60 e 70, desenvolve composições onde privilegia a justaposição concêntrica de elementos geométricos, triangulares, quadrados e cúbicos, tecendo um jogo de molduras, de enquadramentos sobre enquadramentos.
Esta pintura, de 1971, representa a fase abstraccionista do artista e muito em concreto a transição de um registo com soluções figurativas – associado em Portugal à «nova-figuração», uma figuração já levemente essencialista, que incorporava áreas abstractas – para o desenvolvimento de composições em que assumidamente desenvolve um geometrismo mais depurado.
Trata-se de uma composição próxima à tendência abstraccionista Hard-Edge e que surge dominada por uma figura geométrica, triangular e piramidal que assenta na base da tela, formada pela sobreposição de bandas de diversas cores separadas por uma linha fina branca e por um cubo ao centro. Como em outras obras da mesma série, o artista privilegia o domínio de cores vibrantes, o uso de bandas coloridas, a nitidez e os jogos gráficos, alcançando efeitos plásticos de grande dinamismo espacial e impacto óptico.
Após este período, Palolo dedica-se a trabalhos ainda mais abstractos, que apresenta na Galeria 111, em 1973. Depois do 25 de Abril de 1974, no período revolucionário, desenvolve um corpo de trabalho de vertente conceptual e experimental na área do filme, para nos anos 80 assumir como influência o Neo-Expressionismo e, já nos anos 90, a Neo-Abstracção.

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